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mai 15

Exibição

Postado em em Portfolio por Mauro Medeiros

Mauro Medeiros by Vivian Fernandez

Mauro Medeiros by Vivian Fernandez

Cenas, fragmentos de discursos e resultado de idéias… A câmera registra, documenta, permite a recordação do que foi e sua exibição! Interpretação, direção e reportagens expostas rapidamente em linguagem de portfolio.

mai 11

Portfolio Mauro Medeiros – Ator

Postado em em Portfolio por Mauro Medeiros

mai 11

Portfolio Mauro Medeiros – Direção

Postado em em Portfolio por Mauro Medeiros

mai 11

Portfolio Mauro Medeiros – Repórter

Postado em em Portfolio por Mauro Medeiros

abr 18

Uma Lição Para Além dos Palcos

Postado em em Crônica por Mauro Medeiros

Para escrever esta coluna, pensei em como iniciar, sobre quem falaria, o teatro é tão extenso, toda a sua história os “Gregos” nossa eterna fonte, pensei também em Shakespeare, Brecht, Nelson Rodrigues, Plínio Marcos, Antunes Filho, mas também gostaria de escrever sobre um autor que conheci, cheguei a trabalhar em algumas de suas peças e acompanhei vários de seus projetos.

Falo de Zeno Wilde um homem de teatro, um dramaturgo como poucos, que nos deixou uma obra pungente, forte, intensa, rica em situações extremas, de personagens deserdados, como em “Blue Jeans – Uma Peça Sórdida”, texto que alavancou a carreira do autor que sempre fez um exame obsessivo do universo marginal, os excluídos, os “sem-saída”, em uma temática realista.

A angústia eterna daqueles que vivem à margem da vida, uma marca que lhe trouxe vários prêmios, com “O Meu Guri”, “Uma Lição Longe Demais”, “Quem Te Fez Saber Que Estavas Nu?”, “Sabe Quem Dançou?”, “Salve O Prazer – Assis Valente” e outros tantos trabalhos. Uma maestria com a escrita, numa carpintaria teatral aliada a busca de soluções aos problemas, de apurado acabamento técnico e artístico.

Foi ele um mestre em minha iniciação em dramaturgia, corrigiu e me apontou soluções em meu primeiro texto “Das Vezes Que Mamãe Chorou”. Zeno era gentil, talentoso, um dramaturgo que buscava formar e informar outros profissionais. Esteve à frente de alguns núcleos de teatro, como o “Núcleo da Lição” que veio logo após a montagem premiada de “Uma Lição Longe Demais” dirigida por Fauzi Arap no ano de 1986, o “Grupo Força Tarefa” de montagens como “Pasolini, A Segunda Morte de Pedro e Paulo” e em “Exagerei no Rímel”, montagem que abordava o humor negro, dando a Daniel Gaggini seu primeiro trabalho como diretor. Esse mesmo texto fora dirigido anos antes por Marcelo Marcus Fonseca, marcando também a sua estréia na direção, um talento, que estreou como ator em “Anjos de Guarda” em 1987, outra peça que Zeno além da autoria assinava também a direção.

Zeno tinha também verdadeira paixão pelo cinema, e Luchino Visconti era um de seus diretores prediletos. Lembro-me ainda de uma longa conversa que tivemos após uma sessão de “Rocco e Seus Irmãos”, Zeno não se cansava de falar sobre algumas seqüências do filme, coisa que recordamos mais tarde em sua última direção, na qual reunia textos de Pier Paolo Pasolini e criou o mais belo trabalho de que participei, “Pasolini, A Segunda Morte de Pedro e Paulo”, Zeno foi brilhante, parecia mesmo se despedir, mostrava ali seu amadurecimento, passeava leve sobre o texto amarrando muito bem cenas e situações, dirigindo os atores com firmeza, marcando o espaço cênico, recriando um universo e “atmosferizando” o espetáculo, conduzindo a todos em sua viagem ao seu teatro e por suas histórias.

Zeno Wilde nos deixou um legado, em que poderemos sempre analisar um significado, uma preocupação concluindo-se numa tela hiper-realista, um passeio poético num teatro feito com rigor, uma linguagem a ser entendida por aqueles que procuram mais do que a simples diversão nas salas de espetáculo.

Zeno Wilde partiu no ano de 1998 para “outros palcos”, 51 anos após a sua estréia nesse lugar em que não sabemos ainda para onde nos conduzirá.

mar 24

Homemúsica de Michel Melamed

Postado em em Crítica por Mauro Medeiros

Michel Melamed - Foto: Divulgação

Michel Melamed - Foto: Divulgação

Vendido Separadamente

Em cena um ator, cantor, músico, performer, poeta… Enfim um interprete.
Michel Melamed que contextualiza nesse espetáculo o final de uma trilogia, iniciada com Regurgitofagia e depois Dinheiro Grátis, que são de forma sutil e oportuna, citadas e relembradas em vídeo numa espécie de programa de TV desses que exploram as desgraças cotidianas de maneira demagógica e sensacionalista.
O espetáculo Homemúsica embora faça parte de uma trilogia, pode ser “vendido separadamente” e apreciado por sua qualidade e de seu interprete e idealizador, que com total habilidade “incorpora” ao contexto qualquer tipo de imprevisto de última hora, problemas técnicos sempre presentes em uma estréia, é dessa forma que se percebe o real envolvimento entre o espetáculo e seu interprete e condutor.
Michel Melamed é um ator que apresenta algo novo, buscando um diferencial em seu trabalho, seja realizando ou criticando a si mesmo, e conduzindo sua crítica aos demais pontos abordados, numa integração às várias linguagens que utiliza em cena.
Ator que conduziu com sucesso a minissérie Capitu, de Luiz Fernando de Carvalho na Globo, interpretando Bentinho e Dom Casmurro com propriedade e talento, merece os olhares do público que sempre precisa apreciar um bom espetáculo.
Pois então vá ao teatro e entenda a história de Helicóptero o Homemúsica a parte final da Trilogia Brasileira de Michel Melamed.
E bom espetáculo!

BREVE RESUMO:
Composto de prólogo, sete capítulos e epílogo, Homemúsica narra a trajetória de Helicóptero, um jovem brasileiro com um dom único: de cada parte do seu corpo é emitido o som de um instrumento musical. Nascido no Interior de um destes brasis, a fim de fazer-se cumprir como artista ele ruma ao Sul-Maravilha para participar do programa de maior audiência da TV brasileira: o Show do Estupra. As coisas, porém, não acontecem como previstas e, ao invés do reconhecimento, Helicóptero encontra o amor e, então, o desamor. “E haverá tema melhor para uma canção?”, pergunta o poeta.

SERVIÇO:
Teatro Anchieta do SESC Consolação às 21 horas.
Temporada até dia 29 de março (Sextas e sábados às 21h e domingos às 19h).
Ingresso: R$ 20, 00 (inteira),
R$ 10,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino)
R$ 5,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes).
Duração: 75 minutos.
Capacidade da sala: 320 pessoas.
Censura: 14 anos.

Direção, texto, canções, guitarra e voz: Michel Melamed*.
Contra-baixo: Edson Menezes. Bateria: João Di Sabbato.
Direção musical: Lucas Marcier/ Estúdio Arpx.
Iluminação: Adriana Ortiz.
Cenografia e adereços: Natalia Lana.
Direção de movimento: Dani Lima.
Projeto gráfico e videografismo: Olívia Ferreira e Pedro Garavaglia/ Radiográfio.
Preparação vocal e técnica de Alexander: Gabriela Geluda.
Assistência de direção: Vitor Paiva.
Direção de produção: Bianca de Felippes.
Produção: Bianca de Felippes e Michel Melamed/ Paralalepípedo Produções Artísticas.
Realização: SESC São Paulo.
Espetáculo contemplado com o Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz para desenvolvimento de pesquisa.
Mais informações em www.michelmelamed.com.br.

TEATRO ANCHIETA
Rua Dr. Vila Nova, 245.
Tel: 3234-3000.
Capacidade – 320 lugares.
Ar condicionado e espaço para deficientes físicos.
Aceitam-se cartões de crédito (todas as bandeiras) e cheques de todos os bancos.
Bilheteria – De segunda a sexta, das 12h30 às 21 horas,
sábados, das 9 às 21 horas e aos domingos, das 14 às 20 horas.
www.sescsp.org.br