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Homemúsica de Michel Melamed

Postado em em Crítica por Mauro Medeiros
Michel Melamed - Foto: Divulgação

Michel Melamed - Foto: Divulgação

Vendido Separadamente

Em cena um ator, cantor, músico, performer, poeta… Enfim um interprete.
Michel Melamed que contextualiza nesse espetáculo o final de uma trilogia, iniciada com Regurgitofagia e depois Dinheiro Grátis, que são de forma sutil e oportuna, citadas e relembradas em vídeo numa espécie de programa de TV desses que exploram as desgraças cotidianas de maneira demagógica e sensacionalista.
O espetáculo Homemúsica embora faça parte de uma trilogia, pode ser “vendido separadamente” e apreciado por sua qualidade e de seu interprete e idealizador, que com total habilidade “incorpora” ao contexto qualquer tipo de imprevisto de última hora, problemas técnicos sempre presentes em uma estréia, é dessa forma que se percebe o real envolvimento entre o espetáculo e seu interprete e condutor.
Michel Melamed é um ator que apresenta algo novo, buscando um diferencial em seu trabalho, seja realizando ou criticando a si mesmo, e conduzindo sua crítica aos demais pontos abordados, numa integração às várias linguagens que utiliza em cena.
Ator que conduziu com sucesso a minissérie Capitu, de Luiz Fernando de Carvalho na Globo, interpretando Bentinho e Dom Casmurro com propriedade e talento, merece os olhares do público que sempre precisa apreciar um bom espetáculo.
Pois então vá ao teatro e entenda a história de Helicóptero o Homemúsica a parte final da Trilogia Brasileira de Michel Melamed.
E bom espetáculo!

BREVE RESUMO:
Composto de prólogo, sete capítulos e epílogo, Homemúsica narra a trajetória de Helicóptero, um jovem brasileiro com um dom único: de cada parte do seu corpo é emitido o som de um instrumento musical. Nascido no Interior de um destes brasis, a fim de fazer-se cumprir como artista ele ruma ao Sul-Maravilha para participar do programa de maior audiência da TV brasileira: o Show do Estupra. As coisas, porém, não acontecem como previstas e, ao invés do reconhecimento, Helicóptero encontra o amor e, então, o desamor. “E haverá tema melhor para uma canção?”, pergunta o poeta.

SERVIÇO:
Teatro Anchieta do SESC Consolação às 21 horas.
Temporada até dia 29 de março (Sextas e sábados às 21h e domingos às 19h).
Ingresso: R$ 20, 00 (inteira),
R$ 10,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino)
R$ 5,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes).
Duração: 75 minutos.
Capacidade da sala: 320 pessoas.
Censura: 14 anos.

Direção, texto, canções, guitarra e voz: Michel Melamed*.
Contra-baixo: Edson Menezes. Bateria: João Di Sabbato.
Direção musical: Lucas Marcier/ Estúdio Arpx.
Iluminação: Adriana Ortiz.
Cenografia e adereços: Natalia Lana.
Direção de movimento: Dani Lima.
Projeto gráfico e videografismo: Olívia Ferreira e Pedro Garavaglia/ Radiográfio.
Preparação vocal e técnica de Alexander: Gabriela Geluda.
Assistência de direção: Vitor Paiva.
Direção de produção: Bianca de Felippes.
Produção: Bianca de Felippes e Michel Melamed/ Paralalepípedo Produções Artísticas.
Realização: SESC São Paulo.
Espetáculo contemplado com o Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz para desenvolvimento de pesquisa.
Mais informações em www.michelmelamed.com.br.

TEATRO ANCHIETA
Rua Dr. Vila Nova, 245.
Tel: 3234-3000.
Capacidade – 320 lugares.
Ar condicionado e espaço para deficientes físicos.
Aceitam-se cartões de crédito (todas as bandeiras) e cheques de todos os bancos.
Bilheteria – De segunda a sexta, das 12h30 às 21 horas,
sábados, das 9 às 21 horas e aos domingos, das 14 às 20 horas.
www.sescsp.org.br

Comentários

  1. Leo Caseiro disse:

    Vamos colocar links neste texto!

    Abs

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