RSS Feed
set 17

VIVER O MORRER

Postado em em Crítica por Mauro Medeiros

Viver o Morrer - Foto: Gabriel Carmona

Viver o Morrer - Foto: Gabriel Carmona

Teatro para Relaxar e Pensar

É para viver e perceber!
O que muda na vida saber que você pode morrer a qualquer momento?
Assim mesmo, sem grandes enrolações é que se inicia o espetáculo “Viver o Morrer”, livremente inspirado no Livro Tibetano do Viver e do Morrer de Sogyal Rynpoche, com misturas de linguagens: canto, dança, teatro e desenhos ao vivo.
A cena conduz o espectador a uma deliciosa viagem em um passeio lúgubre, como se acompanhasse uma saga, cada interprete trabalha para o todo, preservando ainda assim, particularidades e empenho pessoais.

Viver o Morrer - Foto: Gabriel Carmona

Viver o Morrer - Foto: Maíra Soares


Nas cenas em que cada interprete é senhor de sua própria experiência, coisa que dá ao ator suporte, percebe-se a construção em uma sintonia muito fina ao texto já elaborado, encontra ali respaldo, que permite abrir ainda mais o jogo de interpretação e, completar por vezes o cenário no desenho ao vivo, que utiliza-se do recurso do vídeo para preencher a cena.
Viver o Morrer - Foto: Gabriel Carmona

Viver o Morrer - Foto: Gabriel Carmona


Com uma direção que permite ao elenco a leveza, Gabriel Carmona marca sem rancor e sem ser rígido, a mão do diretor une-se na cena ao elenco, nas histórias e gestos.

Quase mesmo que uma brincadeira, um teatro que fala da morte sem arrancar a sua cabeça. Uma excelente alternativa para o seu final de semana.
Aproveite que a novela ainda não pegou e saia de casa, quem sabe você acaba percebendo e descobrindo, como vai fazer com a sua vida nos próximos anos!
Bom divertimento!

Viver o Morrer - Foto: Maíra Soares

Viver o Morrer - Foto: Maíra Soares

Serviço:
VIVER O MORRER
Direção: Gabriel Carmona
Elenco: Ana Guasque, Beatriz Cruz, Emerson Gerssiano, Gabriela Cordaro, Viviane Marques
Desenhos ao vivo: Alexandre Breia
Dramaturgia: Rodrigo Figueira e Grupo
Figurino: Eder Lopes
De 05 a 26 de setembro
Sábados e domingos as 20h
Local: Núcleo Bartolomeu de Depoimentos
End: Rua Dr. Augusto de Miranda, 786 Pompéia- São Paulo
Fone: 3803-9396
Duração: 1h e 10 min.
Classificação: 12 anos
Ingressos: 25,00
(meia entrada para estudantes e idosos)
Realização: Cia dos Heliotrópios

set 9

No Limite com o BBB

Postado em em Crítica por Mauro Medeiros

Ovo Galado - Foto: Reprodução

Ovo Galado - Foto: Reprodução

Ovo Galado ou Omelete?

Reality Show está em alta, cada emissora parece ter o seu, mas uma coisa é de se estranhar, em No Limite atração global o prêmio em dinheiro é de quinhentos mil reais, já em Big Brother Brasil na mesma emissora, a quantia e de um milhão de reais.
Uma injustiça, já que os participantes do BBB passam o período do confinamento em uma bela casa no Rio de Janeiro (Projac) e o pessoal que disputa o No Limite, tem que suportar calor, fome, sede e muitas dificuldades debaixo de sol, sem conforto algum, e sem sabonete, pasta de dente e otras cositas más.
Sem contar as provas em que participantes chegaram a comer ovo galado (sabe o que é isso? Ovo com pinto dentro, para ser bem claro).
Só para permanecer no campo das comparações, creio que o sacrifício imposto não parece contar muito, pois sacrificar-se no Big Brother parece render mais, pelo que se vê, festas, mordomia, ar condicionado, “edredom”, e uma ou outra tarefa que faz com que alguns participantes sofram um pouco, só um pouquinho e chorem de saudade, ao paço em que No Limite o sofrimento está bem mais presente…
E engole o choro! Lá não se pode chorar, ser frágil não combina.

ago 25

Celebridade Meia-Boca

Postado em em Crítica por Mauro Medeiros

Novos Futuros Esquecidos

Aproveitem, está chegando a hora… A nova onda de realitys show está só começando! E é claro que novas celebridades instantâneas surgirão! Uns vindo do nada para lugar algum. Pois é assim mesmo que acontece. Mulheres bonitas, corpos esculturais… E… E… Muitas cabeças vazias que provavelmente não chagarão a nada além do “nada”.
Um festival de agressões gratuitas, porres, falsos romances, e o pior, a pieguice dos coitadinhos, sem contar é claro, com a escatologia (que não é bíblica) dos participantes.
Enfim, um rosário sem a necessidade de se rezar.
Mas, é bem assim que se forma uma celebridade meia-boca. Bastou aparecer na telinha aos prantos, aos beijos, aos “quase” socos e palavrões que está feito, é só desenformar, pois desinformados muitos o são, que estarão prontos para posarem para fotos e revistas e, se recusarem a falar com a imprensa, que ainda não sei porquê insiste em correr atrás desses tais.
Vamos lá minha gente, tem muito dinheiro em jogo!
E é claro que para alegrar ao bom público masculino, que compra revista, as gostosas estamparão futuras páginas com seus corpos torneados, dourados e desejados. Hummmmm…..
Os marmanjos… Ora, isso não me importa, mas muitos acabam sem frescura nas páginas das revistas, destinada a uma outra parte do público masculino também… Haja visto alguns outros que seguiram por esse caminho.
A onda está aí, faça já a sua inscrição e seja mais uma celebridade meia-boca. Entre para o mundo dos famosos “quem”!!!?

ago 10

A Dança das Cadeiras

Postado em em Crítica por Mauro Medeiros

Nada de Novo na Televisão Brasileira

O que vem de novo na TV?
Pense… Hummmmm!!!
Pense mais… Hummmmm!!!
Pense mais um pouco… Hummmmm!!!
Nada, nada de novo na televisão brasileira.
Salvo alguns poucos produtos, “Capitu” e “Som e Fúria”, nada de novo acontece, ou vem acontecendo na telinha, e olha que tem gente preocupada em desenvolver projetos!
Mas qual a razão de não surgir nada de novo ou de animador na TV?
Será que é por causa da “dança das cadeiras”?
As emissoras prometem produtos umas das outras!???
Um programa novo, realmente novo que não seja uma reedição de algo vindo de uma outra emissora. Uma novela nova, com novo formato, que também não seja uma nova versão de coisa já feita, pois comparar “essa” com a de “antes” é dureza.
Os produtores de elenco que saiam de suas salas e busquem as salas de espetáculos e as pequenas salas, aquelas dos “alternativos”, pois existe um bom teatro feito por gente de talento.
Os autores que se preocupem e se ocupem de novas fórmulas, novas histórias, novos temas e formatos.
Os produtores que se mexam para atender ao público que vai se distanciando da TV aberta.
A crise existe e chegou para todos, mas em tempos “bicudos” é que a criatividade aparece.
E que tenham todos muito cuidado, quando a festa não é boa a bandeja passa, mas nem todos aceitam os aperitivos servidos.

jul 31

Michael Jackson um Menino Perdido

Postado em em Crítica por Mauro Medeiros

michael-1

A televisão acaba sendo o principal foco das audiências sobre qualquer acontecimento “a mais”, claro que toda a mídia explora e muito tais assuntos, mas na televisão ganha-se em proporção.
A exemplo disso tivemos recentemente todo tipo de notícia sobre a morte de Michael Jackson, muita coisa que nunca se soube da vida do astro pop veio à tona, virou pauta descobrir detalhes e mais detalhes sobre o ídolo, seu sofrimento na infância por exaustivos ensaios e sua relação com o pai e os irmãos, as plásticas que fez, o vitiligo, pedofilia, casamentos, inseminação, os filhos, o vício aos analgésicos, e até mesmo um fantasma e uma carta psicografada!
Ora, pensando bem, não deve ter sido fácil ser Michael jackson, garoto brilhante e talentoso, um artista genial, inquieto e insatisfeito. Um Peter Pan na Terra do Nunca, na verdade, um menino perdido.
Michael Jackson morreu, mas onde está seu corpo?
O que nos restará dele?
Sua obra permanecerá com certeza, mas e todas essas histórias?
Daremos ao menino, ao astro o devido descanso?
Vamos respeitar sua memória?
O Rei do Pop está vivo em nossa memória. Vamos deixar que os escândalos em sua vida morram, isso sim deve morrer, não sua obra. Vamos esquecer seu pai e lembrar de seus filhos, das palavras de amor de sua filha Paris. E que a televisão em seus programas “populares” deixe de explorar a dor e o sofrimento e de valorizar bisbilhotices.

mar 24

Homemúsica de Michel Melamed

Postado em em Crítica por Mauro Medeiros

Michel Melamed - Foto: Divulgação

Michel Melamed - Foto: Divulgação

Vendido Separadamente

Em cena um ator, cantor, músico, performer, poeta… Enfim um interprete.
Michel Melamed que contextualiza nesse espetáculo o final de uma trilogia, iniciada com Regurgitofagia e depois Dinheiro Grátis, que são de forma sutil e oportuna, citadas e relembradas em vídeo numa espécie de programa de TV desses que exploram as desgraças cotidianas de maneira demagógica e sensacionalista.
O espetáculo Homemúsica embora faça parte de uma trilogia, pode ser “vendido separadamente” e apreciado por sua qualidade e de seu interprete e idealizador, que com total habilidade “incorpora” ao contexto qualquer tipo de imprevisto de última hora, problemas técnicos sempre presentes em uma estréia, é dessa forma que se percebe o real envolvimento entre o espetáculo e seu interprete e condutor.
Michel Melamed é um ator que apresenta algo novo, buscando um diferencial em seu trabalho, seja realizando ou criticando a si mesmo, e conduzindo sua crítica aos demais pontos abordados, numa integração às várias linguagens que utiliza em cena.
Ator que conduziu com sucesso a minissérie Capitu, de Luiz Fernando de Carvalho na Globo, interpretando Bentinho e Dom Casmurro com propriedade e talento, merece os olhares do público que sempre precisa apreciar um bom espetáculo.
Pois então vá ao teatro e entenda a história de Helicóptero o Homemúsica a parte final da Trilogia Brasileira de Michel Melamed.
E bom espetáculo!

BREVE RESUMO:
Composto de prólogo, sete capítulos e epílogo, Homemúsica narra a trajetória de Helicóptero, um jovem brasileiro com um dom único: de cada parte do seu corpo é emitido o som de um instrumento musical. Nascido no Interior de um destes brasis, a fim de fazer-se cumprir como artista ele ruma ao Sul-Maravilha para participar do programa de maior audiência da TV brasileira: o Show do Estupra. As coisas, porém, não acontecem como previstas e, ao invés do reconhecimento, Helicóptero encontra o amor e, então, o desamor. “E haverá tema melhor para uma canção?”, pergunta o poeta.

SERVIÇO:
Teatro Anchieta do SESC Consolação às 21 horas.
Temporada até dia 29 de março (Sextas e sábados às 21h e domingos às 19h).
Ingresso: R$ 20, 00 (inteira),
R$ 10,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino)
R$ 5,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes).
Duração: 75 minutos.
Capacidade da sala: 320 pessoas.
Censura: 14 anos.

Direção, texto, canções, guitarra e voz: Michel Melamed*.
Contra-baixo: Edson Menezes. Bateria: João Di Sabbato.
Direção musical: Lucas Marcier/ Estúdio Arpx.
Iluminação: Adriana Ortiz.
Cenografia e adereços: Natalia Lana.
Direção de movimento: Dani Lima.
Projeto gráfico e videografismo: Olívia Ferreira e Pedro Garavaglia/ Radiográfio.
Preparação vocal e técnica de Alexander: Gabriela Geluda.
Assistência de direção: Vitor Paiva.
Direção de produção: Bianca de Felippes.
Produção: Bianca de Felippes e Michel Melamed/ Paralalepípedo Produções Artísticas.
Realização: SESC São Paulo.
Espetáculo contemplado com o Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz para desenvolvimento de pesquisa.
Mais informações em www.michelmelamed.com.br.

TEATRO ANCHIETA
Rua Dr. Vila Nova, 245.
Tel: 3234-3000.
Capacidade – 320 lugares.
Ar condicionado e espaço para deficientes físicos.
Aceitam-se cartões de crédito (todas as bandeiras) e cheques de todos os bancos.
Bilheteria – De segunda a sexta, das 12h30 às 21 horas,
sábados, das 9 às 21 horas e aos domingos, das 14 às 20 horas.
www.sescsp.org.br