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nov 27

Aula de democracia…

Postado em em Artigo por Mauro Medeiros

Aula de democracia da USP!!!?
Tenho por hábito ser um democrata, já estive em movimentos e passeatas, acho sim que essa democracia imposta a nós não é a melhor e nem a mais decente.
Quanto à questão dos estudantes da USP, o que eles querem em relação a reitoria e outras questões pertinentes ao estatuto da entidade, devem ser discutidas, mas essa “aula de democracia” que eles mesmos propõem, talvez não seja um movimento que me faça sair da cadeira.
Não vi nenhum desses estudantes se mobilizando assim por “Belo Monte”, o que me parece ser mais urgente, não vi os mesmos estudantes se mobilizando contra os aumentos salariais de políticos, não vi os mesmos estudantes se mobilizando pelo fim da “cracolândia”, não vejo esses estudantes numa ação solidária aos moradores de rua. Não ouço a voz dos estudantes da USP quando o assunto não é em causa própria!
Polícia no campus, ora, tem polícia na esquina da minha casa.
Eu já fui revistado pela polícia, já andei de camburão numa época em que havia uma repressão contra qualquer ação intelectual e cultural. Hoje é diferente, a segurança da USP não consegue evitar que estupros aconteçam por lá, e isso ocorre diariamente, essa mesma segurança, não impediu que um estudante fosse assassinado.
O que eles querem? Reclamam da falta de iluminação e não querem a polícia fazendo a ronda! A segurança da USP não está preparada para nada e nem tem efetivo para isso.
Se quiserem fumar maconha no campus, que esperem a liberação. A maconha, assim como outras drogas não é permitida no campus e também na esquina de qualquer rua. Se um usuário está com um cigarro de maconha, ele não será preso, mas deverá ser encaminhado a uma delegacia para prestar depoimento, pois é preciso saber de onde veio esse “baseado”, é preciso que a polícia saiba quem é o traficante que está fornecendo a “droga”.
Aula de democracia é saber votar e impedir uma eleição com políticos medíocres e corruptos, coisa em que muito ex-aluno da USP do passado se tornou.
Analise o currículo de cada político envolvido em esquemas e veja quantos cursaram a “USP”!
Aula de democracia é lutar por um país melhor, é pensar no todo e não apenas em seu quintal.

jul 24

Jovem demais para morrer

Postado em em Artigo por Mauro Medeiros

Jovens demais para morrer…
É difícil falar da morte, ainda mais quando se trata de estrelas, ídolos, o impacto que a morte prematura de um astro pode causar aos fãs…
O mundo parece morrer um pouco, cada vez que alguém que cativou plateias, parte.
Por que partir tão cedo?
Melhor seria envelhecer, ver os filhos crescerem, os netos…
Os cabelos caírem, ou ficarem grisalhos, brancos… Enrugar o rosto…
Saber mais da vida, ver o tempo passar.
Mas parece que a morte namora a juventude! Ela busca interromper um caminho de aprendizado, de luta e de sucesso.
E de repente uma curva… Um acidente…
E o tempo não para…
A morte prematura interrompe a vida louca, tornando-a breve.
Mais um jovem que parte cedo, antes da música acabar.
James Dean disse um dia, que: “Se um homem puder vencer a lacuna entre a vida e a morte, se puder continuar existindo depois de morrer, então talvez tenha sido um grande homem. Para mim, o único triunfo e a única grandeza é a imortalidade”.
Viver com pressa, a imagem que continua e se transforma em mito!
“A vida é muito curta para ser pequena”, como muitos já disseram.
Ninguém sabe quando ela irá acabar.
Interromper uma trajetória, morrer quando ainda se tem muito a fazer, morrer antes da hora.
E mais um jovem parte nos braços da morte que tanto insiste em cortejar a juventude.
Quando tão jovens, geralmente a vida soa como eterna, são planos mirabolantes, e de repente, a morte no meio do caminho, interrompendo a ordem natural.
Por que morrer tão cedo?
Não nos preparamos para a morte!
E não a queremos partindo com nossa juventude.

Para todos que choram a morte dos filhos e aos que morreram jovens.

mar 8

Um problema social

Postado em em Artigo por Mauro Medeiros

Criança em condição de rua é problema social ou policial?
Quando as pessoas veem meninos furtando, cheirando cola, na cracolândia… A reação imediata é pensar “Mas cadê a polícia, que não faz nada?”
A polícia nunca fará nada de efetivo, e eficaz, em relação a isso.
Lógico, não tô aqui defendendo a infração, mas se a criança que cometeu uma infração for presa, e passar um tempo numa “Instituição de amparo ou fundação para o bem estar do menor” dessas da vida, que hoje recebe o nome de “Fundação Casa” e for solta amanhã ou depois, só terá passado um tempo na escola do crime, que todos sabem o que é, e voltará para as ruas um pouco mais “descolada”.
Não terá adiantado nada. Isso só vai piorar a situação.
Se não tivermos uma consequência social para essa situação, ou, melhor ainda, uma ação social antes até que a infração ocorra, nunca iremos resolver esse problema.
O problema da criança em situação de rua é antes de tudo um problema social, e não policial.

mar 20

Quando a Ocorrencia Vira Entretenimento

Postado em em Artigo por Mauro Medeiros

Ocorrências policiais ganham destaque na programação da TV

(Observatório da Imprensa TV em Questão)

A industria do entretenimento perde espaço na TV nos programas das tardes, para ocorrências policiais e sensacionalismo. Qual a realidade a ser mostrada em programas que iniciaram falando da vida das celebridades e agora só tem espaço para crimes, tragédias, exploração da pobreza e miséria humana? Será mesmo que é dessa forma que acontece? Pois a discussão é longa. E não tem prazo para acabar.
A TV cada vez mais, abre espaço para a programação chamada, “mais popular”, “de massa”, mas ao abrir este espaço, também passa a receber críticas desfavoráveis, os apresentadores são classificados como exploradores e muitos perdem sua credibilidade, já que os temas muitas vezes são divulgados com redundância, fragmentação do conteúdo, e o tempo total da narrativa se torna muito longo.
Apelo fácil e conversa atravessada, apresentadores que se odeiam, e críticos que odeiam a todos.
Claro que o sucesso no passado de programas como o “Aqui Agora” (que “ensaiou” uma volta), “O Povo Na TV”, “Cidade Alerta” e muitos outros, inspiraram os produtores de tantos programas, que passaram a utilizar uma linguagem semelhante em sua grade de programação, ou seja, tais assuntos que eram exibidos no final das tardes, por volta das 18h00, passaram a ser apresentados também às três, ou quatro horas da tarde, divulgando notícias de ataques de cães da raça Pit-Bul às crianças e até mesmo aos seus donos, chacinas em bairros distantes, adolescentes que dão à luz e matam seus bebês, filhos que matam os pais e pais que matam seus filhos, e tantas outras tragédias quanto possam acontecer.
Mas paira ainda uma dúvida: O interesse por esses temas é obra dos produtores e diretores de seus programas, ou o telespectador é quem busca saber do assunto?
Parece um pouco com a campanha publicitária de um biscoito: “Vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais?”
A ocorrência tratada com sensacionalismo e explorada ao extremo faz com que jornalistas, repórteres e apresentadores de TV ganhem notoriedade ou caiam no descrédito.
Fica então uma pergunta: Sobre o que, e de que maneira informar?
É claro que existem excessos na televisão. Passamos por um referendo sobre o desarmamento, faz ainda pouco tempo, pessoas em defesa, outras contrárias, mas o fato é que, em uma novela na Rede Globo (Duas Caras), houve uma invasão em uma favela e todos os moradores de lá saíam de suas casas com armas em punho, na mesma novela um bando de fanáticos destruíram a casa em que três personagens viviam um suposto triângulo amoroso, cenas de violência gratuitas na TV.
Entretenimento ou ocorrência policial?
As celebridades não estão de fora dessa lista, pois basta se envolverem em alguma ocorrência, escândalo, ou problema de saúde, para serem o alvo de qualquer que seja o programa.
As mães e familiares dos jogadores de futebol que passaram por sequestro e viraram notícias, os atores que se envolveram com travestis no Rio de Janeiro, a cirurgia de uma atriz, a luta contra o câncer, o assassinato do guitarrista de uma banda, o trafico no morro envolvendo artistas. Fatos que chamam a atenção da mídia e ganham ainda em proporção, pois em uma mistura de famosos, tragédias e ou escândalos.
Na tentativa de furo de reportagem, de sair na frente, programas brigam pela audiência e decidem jogar imagens, muitas vezes de mentiras do dia-a-dia, nem sempre com a real clareza dos fatos. Produções que brigam entre si, roubam a pauta umas das outras, inventam suas “verdades”.
Noticiar, não deve ser apenas falar dos fatos sem apurá-los, assim é irresponsabilidade e não é informação. Tratar qualquer assunto com apelo demasiado, desconsiderando regras, só pensando em vender a notícia, valorizar um pequeno caso, transformando os envolvidos em desgraçados.
Existem muitas maneiras de transmitir uma mesma notícia, dependendo do formato do programa.
Os programas “populares” ou “de massa”, mostram a realidade crua, sem maquiagens, sem precisar se esconder atrás da máscara da hipocrisia. Claro que isso muitas vezes não acontece, mas a verdade deve ser levada em consideração, fingir, mentir, iludir, são truques facilmente usados. Basta chamar para que a câmera feche no rosto do apresentador, que muitas vezes ínsita aos que assistem a uma revolta e conduzem e destorcem os fatos, usando de uma oratória de repetição e até mesmo sem concordância, pois existem aqueles que usam de improviso, sem dominar totalmente a linguagem e acabam por dizer absurdos.
Vítimas do buraco do metrô, acidente da TAM, João Hélio, Isabela, massacres, chacinas, adolescentes torturados até a morte, mãe joga seu bebê embrulhado em saco plástico na lagoa, erro médico, filha planejou a morte dos pais, briga de torcidas, balas perdidas, Eloá…

E o povo brasileiro não tem a capacidade intelectual de entender matérias mais elaboradas?
Este é o pensamento de muitos que contribuem para uma programação desajeitada, com ranço de jornalismo apelativo e sem qualidade.
Tantas são as notícias, as ocorrências que se tornam entretenimento e dão ênfase aos limites que envolvem o jornalismo sensacionalista para a televisão, por meio dos fatos noticiados e como eles são tratados; a ordem interna da narrativa, além das questões referentes às transmissões ao vivo, e aos recursos retóricos ou técnicos que procuram tornar esse telejornalismo mais atraente para o público, mas que acabam contribuindo para que a informação perca a qualidade.
Não são somente os “programas da tarde”, e de “entretenimento” que tratam das ocorrências policiais e demagogias. Parece que a televisão fez disso o seu caminho, e convidam apenas para a “festa dos desajeitados” estes mais criticados, pois é bom lembrar que com ou sem padrão, o “Hommer Simpson” está em sua poltrona com o controle remoto nas mãos pronto para desejar boa noite e tomar a sua cerveja.

nov 1

Este é o Lugar Mais Cruel Deste Planeta

Postado em em Artigo por Mauro Medeiros

Centro SP - Foto: Mauro Medeiros

Centro SP - Foto: Mauro Medeiros

Este é o lugar mais cruel deste planeta, não se usa nem lápis, nem papel e nem caneta.
Crianças em situação de rua que desde muito cedo são notícias dos jornais em matérias policiais.

Estatuto da Criança e do Adolescente
Art. 4º
É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.
Art. 5º
Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais.
Art. 15.
A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos na Constituição e nas leis.
Art. 19.
Toda criança ou adolescente tem direito a ser criado e educado no seio da sua família e, excepcionalmente, em família substituta, assegurada a convivência familiar e comunitária, em ambiente livre da presença de pessoas dependentes de substâncias entorpecentes.

Não “tem” hora para que essas crianças sejam resgatadas e recuperadas em escolas,
lares e locais que possam abrigar seus sonhos, fantasias, desejos e liberdade.
Há um avanço numeroso nos casos envolvendo esses menores, essas crianças que devem fazer parte da esperança do nosso novo momento político do país.
Não pretendo entrar em discussões e pormenores, citando aqui números e estatísticas,
mesmo porque é cruel demais saber que existem pessoas para “contar” e transformar em números essas crianças, sem que nada mais seja feito.
Mas o importante é que se faça algo agora por essa nossa população, que longe de saberem ser números de uma estatística, são crianças que procuram com o seu olhar singelo um abrigo, que não sejam as caixas de papelão espalhadas pelas calçadas em territórios dominados pela brutalidade do abandono, pela degeneração de um cachimbo feito de latinha de refrigerante, para que uma pedra tóxica e corrosiva dê a elas a ilusão na alucinação de um prazer inexistente, em que uma dependência se faz dor, “travestida” de felicidade.

Sempre haverá uma maneira de chegar até uma família, de tirar uma criança da condição de abandono, da situação de rua. Mas nada será feito sem vontade e dedicação, sem luta, porque fica muito fácil apenas baixar o vidro do carro e jogar uma moeda, para que aquelas mãos miúdas, que exibem certa habilidade “malabarística” ao controlarem três ou quatro pequenas bolas lançadas por elas ao ar, recolham-nas, e assim, achamos que “fizemos a nossa parte”.

– Dei um brinquedinho, no farol, a uma criança, que me sorriu e saiu contente!

Uma criança que talvez esperasse um pouco mais de mim e de todos que passam por aquela esquina, que passam pela sua vida e nem a notam, ou então sentem por ela medo ou dó.
Uma criança que talvez desejasse uma simples brincadeira de “passar o anel” para que ela pudesse fazer o seu pedido, esperando que o seu desejo se realizasse.
Uma criança que talvez só desejasse um carinho de mãe ou de pai, ou do irmão, que da mesma forma que ela tenha os mesmos desejos, sem conseguir realizá-los.
Uma criança, como tantas outras, como os nossos filhos, que são só Crianças…
Talvez uma criança possa mesmo estender a sua mão e encontrar outra que a conduza, e nem precisemos mais recorrer aos céus, como medida emergencial…

ago 31

Volta Belchior

Postado em em Artigo por Mauro Medeiros

Acabou o Mistério de o Cantor Desaparecido

E o Belchior apareceu no Fantástico!
Segundo a matéria, exibida neste domingo dia 30 de agosto, foi muito difícil encontrar o cantor desaparecido.
Belchior está no Uruguai em San Gregorio de Polanco, bem no centro do país e preparando um novo trabalho muito especial, traduzindo algumas canções para o espanhol, enfim, como ele mesmo disse na reportagem, referindo-se a sua condição, “eu sou apenas um rapaz latino-americano…”
E não quis entrar em detalhes sobre sua vida particular e ainda acrescentou; que não tem nenhum interesse na vida privada de ninguém.
Mas o Fantástico sim, e na reportagem da semana passada, levantaram desde a pensão que a ex-mulher quer receber e que alega estar atrasada, até o que ele deve em um estacionamento.
É claro que isso sempre mexe com a curiosidade de quem assiste e, garante bons pontos na audiência, principalmente na forma como foi conduzida, com todo o mistério de: “Quem será o cantor que está desaparecido?”…
E mesmo desaparecido ele “apareceu” em um show do Tom Zé, e ainda cantou, ou declamou?
E apareceu também em uma foto, ao lado do Senador José Sarney (Fora Sarney), lado a lado com aquele que não quer escutar a voz do povo (Fora Sarney)…
Pois, bigode por bigode é melhor o Belchior voltar!
Volta Belchior!!!

ago 27

Festa do Peão de Barretos

Postado em em Artigo por Mauro Medeiros

Roberto Carlos - foto: Vivian Fernandez

Roberto Carlos - foto: Vivian Fernandez

Até o “Rei” foi para Barretos! Segura peão!

Tudo bem que Roberto Carlos comemora 50 anos de carreira, mas está parecendo o Romário quando estava na busca em atingir a marca do milésimo gol, tá cantando em tudo quanto é canto (o trocadilho foi inevitável).
Estou preocupado, pois em setembro é aniversário da minha filha e ela já me pergunta se o rei vai aparecer!
Claro que foi por uma nobre causa, a renda foi revertida para o Hospital do Câncer de Barretos, coisa que muitos artistas deveriam fazer.
Mas Roberto Carlos parece estar em todos os lugares, e se preparem para os shows em navios…
A 54ª Festa do Peão de Boiadeiro veio com tudo e mais um pouco, com muitas variedades no calendário e também a Copa do Mundo de Rodeio em Touros, shows e muito mais, sem contar que tem a “Miss Honorária de Barretos”, a ex-bbb Francine Piaia, as celebridades instantânes não param mesmo… Montar no touro que é bom… Só para os peões!
A economia da região agradece a movimentação financeira com o evento, muitos empregos também são gerados, mas e para os Touros? Hummm….
Tem touro que recebe tratamento de “Marajá” segundo pesquisas. É muito dinheiro para mantê-los em perfeitas condições de rodeio, e o criador ri à toa com o que fatura.
Em festa de peão “quem tem um Touro é Rei”!
Opa, e o rei passou por lá!